sexta-feira, 2 de abril de 2010

Empresas de cartões vão receber selo de qualidade

As empresas brasileiras de cartões de crédito vão passar neste ano a receber um selo de certificação de qualidade oferecido mediante critérios baseados na prestação dos seus serviços. A medida, que deve ser implementada até agosto, é uma resposta do setor à intenção do governo de regular o setor.

O selo foi criado pelo Código de Ética e Auto-Regulação da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) em dezembro de 2008, mas sua operacionalização ficou congelada durante todo este tempo. Até hoje ele não foi concedido a nenhuma empresa.

Entretanto, com o avanço das discussões no governo sobre a regulamentação, os empresários viram a necessidade de criar uma maneira própria de certificar aqueles que, segundo seus critérios, sejam merecedores do selo. Outro aspecto em debate é sobre a periodicidade com que o selo poderá ser renovado.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Bancos precisam entender os consumidores das classes C, D e E

Na esteira do aumento da renda e do poder de compra das classes C, D e E, o mercado registra uma nova onda de bancarização e de acesso a serviços financeiros antes restritos ao topo da pirâmide da população brasileira.

Prova disso são os dados da pesquisa Datamaioria (Data Folha/Data Popular), que revela que do total de pessoas que tem conta em banco atualmente, 59% estão na classe C e outros 23% estão na D/E. Em relação à posse de cartão de crédito, o panorama é semelhante - de cada 100 usuários do chamado "dinheiro de plástico", 60 pertencem à classe C e 22, às classes D/E.

Embora animadores, os números ainda não refletem uma relação harmoniosa dos emergentes com o crédito formal. A maioria dos consumidores de baixa renda tem seu jeito próprio de organizar as finanças. Eles querem que alguém ensine a comprar de forma inteligente, e não ouvir que não podem comprar e essa lógica é um desafio para os bancos.

Um exemplo dessa divergência de visões entre os bancos e os novos clientes é o fato de 80% das pessoas das classes C, D e E não se sentirem confortáveis em pedir empréstimos a uma instituição financeira. Esse público não consegue entender direito como funciona a cobrança de juros e gostaria mesmo é de pagar tudo à vista para não se endividar. Ao mesmo tempo, ninguém quer deixar de comprar um produto quando entende que esse gasto pode funcionar como um investimento.

Para falar com o público de baixa renda, a mensagem deve ser: ´comprar bem para comprar sempre´.

Por isso, seguindo sua lógica de consumo, os emergentes não se envergonham quando é preciso recorrer a outras fontes de crédito. Tanto é assim que 27% da população da classe C e 45% da D fez alguma compra fiada nos últimos seis meses, enquanto 22% da população da classe C e 25% da D já emprestou o cartão de crédito para compras de familiares ou amigos.

A noção de solidariedade e reciprocidade é muito importante para os emergentes, por isso eles recorrem a quem entende sua situação e está mais próximo no cotidiano.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cartões são o filão dos bancos

Os cartões de crédito e débito, cujo mercado passa por reformulação devido ao fim da exclusividade das bandeiras Visa e Mastercard, viraram um dos negócios mais lucrativos e de maior expansão dos bancos.

No ano de crédito fraco, os principais bancos brasileiros conseguiram faturar alto com cartões, o meio de pagamento que cresce 20% ao ano e absorve as transações feitas antes por cheques e dinheiro.

Só com serviços envolvendo cartões, como anuidades e percentual das transações, os quatro maiores bancos brasileiros -Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander- faturaram R$ 12,8 bilhões em 2009, volume 43,8% maior do que no ano anterior.

A participação dos cartões no total da receita de serviços desses bancos também saltou de 21,9% para 31% em um ano.

Os cartões envolvem uma gama diversificada de fontes de receita para os bancos: tarifas de anuidade, comissão das transações, processamento de dados, operações de crédito rotativo e adiantamento ao lojista de compras parceladas.

Para os bancos, o aumento das receitas com cartões decorre de duas forças: crescimento da base de clientes e aumento das transações via cartões.

No Brasil, os cartões são hoje o meio de pagamento de 25% das transações de consumo. Até 2019, a expectativa é que processem 43% do consumo no Brasil. Nos EUA, 48% do consumo passa pelo cartão.

Sem dúvida o cartão de crédito e débito virou o principal instrumento da bancarização brasileira, que ganhou um apelo adicional durante a crise por minimizar os riscos de inadimplência. É o produto que tem o maior apelo para quem está entrando no sistema, agregando serviços e prestígio, mostrando que a pessoa tem crédito na praça.

Insinuante e Ricardo Eletro criam nova gigante do varejo

As redes de móveis e eletrodomésticos Insinuante, da Bahia, e Ricardo Eletro, de Minas Gerais, devem anunciar entre hoje e amanhã a união de suas operações. Juntas, as empresas devem ampliar seus negócios no Nordeste, no Rio de Janeiro e no interior de São Paulo.

A nova empresa terá 480 lojas espalhadas em 17 Estados do país. Com faturamento de R$ 4,6 bilhões anuais, a Insinuante/Ricardo Eletro deverá ser maior do que o Magazine Luiza (faturamento de R$ 3,8 bilhões no ano passado), que ocupa a segunda colocação no ranking do varejo no país, atrás de Pão de Açúcar/Casas Bahia.

O controle deverá ser dividido entre as duas redes - cada uma possuirá 50% de participação. Ricardo Nunes, dono da Ricardo Eletro, deve comandar a nova companhia. Luis Carlos Batista, da Insinuante, fica no conselho de administração.

No ano passado, Nunes disse que seu objetivo era consolidar e não vender a empresa. A rede montou um centro de distribuição em São Paulo e previa abrir mais 50 lojas no interior do Rio de Janeiro em 2010. O faturamento da rede no ano passado foi da ordem de R$ 2,1 bilhões, o que representou um aumento de 28% sobre 2008.

A decisão de fundir as duas redes ocorreu após o negócio entre o grupo Pão de Açúcar e as Casas Bahia no ano passado. Parceira do BTG Pactual, de André Esteves, a Insinuante foi uma das finalistas para a compra das Casas Bahia.

Fundada em 1959 em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, a Insinuante, que começou suas operações com o comércio de calçados, tem cerca de 220 lojas. A Ricardo Eletro, fundada em 1989 em Divinópolis (MG) pelos irmãos Ricardo e Rodrigo Nunes, possui cerca de 240 lojas no país e emprega cerca de 8.000 pessoas.

A concentração no varejo, principalmente após o negócio entre Pão de Açúcar e Casas Bahia, estimula a fusão de redes menores, segundo consultores de varejo. A indústria é contrária ao movimento porque perde poder de negociação e fica nas mãos de grandes clientes.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Celular: brasileiro usa pouco serviços que envolvem dinheiro

O uso ainda é pequeno, mas a aceitação dos brasileiros para serviços como pagamentos por celular (mobile payment) e uso do aparelho para movimentação de conta bancária (mobile banking) é grande, revelou uma pesquisa realizada pela Acision.

De acordo com os dados, 71% dos brasileiros usariam o celular como cartão de crédito ou débito, enquanto 66% consultariam o saldo ou movimentariam uma conta em banco por meio do aparelho.

Porém, quando questionados sobre essas novas funções, apenas 5% responderam que já fizeram um pagamento pelo celular, com uma frequência de 0,4 vez por semana. Outros 7% acessaram algum banco pelo aparelho, com uma frequência de 0,7 vez por semana.

A pesquisa MAVAM (Monitor Acision de VAS Móvel), divulgada nesta quarta-feira (24), apresenta indicadores de serviços de valor adicionado (VAS) no celular para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

A queda nas receitas das operadoras mundiais no serviço de voz, provocada pela competição e pela maturidade dos negócios, tem estimulado as operadoras móveis a buscar novas fontes de receitas por meio da ampliação dos seus serviços.

Brasil dá o primeiro passo para ser um pólo financeiro regional

O chamado Projeto Ômega, que teve início assim que o Brasil recebeu o primeiro investment grade, sob organização da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), foi apresentado ontem pelas entidades.

A primeira criação do projeto foi a Brasil Investimentos & Negócios (Brain), que, segundo seus representantes, visa a atrair mais investidores estrangeiros para o mercado financeiro brasileiro e ajudar as empresas a se tornarem competitivas mundialmente. A Brain pode fazer do Brasil um polo internacional e de investimentos da América Latina.

Hoje, existem três tipos de polos: primeiro, os polos globais (Nova York e Londres), em seguida os polos internacionais (Hong Kong e Cingapura) e, por fim, os polos locais (Xangai, Dubai e Mumbai). Este terceiro polo é onde entraria São Paulo, com a possibilidade de uma rápida promoção para polo internacional.

Já existem 13 associados (entre entidades e empresas) envolvidos no projeto em que cada um colabora com R$ 1 milhão, para os próximos três anos. Ainda existem mais três entidades que já deram entrada ao processo de adesão. "Vamos bater de porta em porta das entidades de classe e das empresas brasileiras para aderirem ao projeto", afirma Edemir Pinto, presidente da BM&F Bovespa.

Já aderiram formalmente e fizeram o primeiro aporte ao Brain: Anbima; BM&F Bovespa; Febraban; Bradesco; BTG Pactual; Cetip; Citibank; Itaú Unibanco; HSBC; Fecomércio; Santander; Banco Votorantim; e Banco do Brasil. Já manifestaram seu apoio e estão encaminhando a adesão formal: Associação Comercial de São Paulo; Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan); e, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para que o Brasil se torne um polo local, primeiramente é necessário que sejam finalizadas as parcerias com as outras bolsas de valores da América Latina, a fim de que todas as informações passem pelo mercado brasileiro, mas isso deve levar um certo tempo para acontecer. Hoje, cada país da América Latina se conecta individualmente com os mercados de Nova York e de Londres, e, com a parceria com as demais bolsas, as informações seriam distribuídas entre os mercados da América Latina, inclusive com São Paulo, que enviaria as informações de todas as bolsas aos mercados financeiros externos.

domingo, 14 de março de 2010

Campeões da Reclamação em 2009

Telefônica, Itaú, Eletropaulo, Sony Ericsson e Tim são os cinco primeiros colocados do ranking de reclamações 2009 realizado pelo PROCON-SP. A lista contém apenas reclamações fundamentadas, ou seja, demandas de consumidores que não foram solucionadas, sendo necessária a abertura de processo administrativo para serem trabalhadas pelo órgão junto aos fornecedores.

Telefônica e Itaú foram os 2 primeiros colocados no ranking de 2008 e repetiram a dose em 2009.

A área de Serviços (água, telefonia, luz, escola, clubes, oficina mecânica, etc.) foi a que registrou o maior número de reclamações, 57%, seguida pela de Assuntos Financeiros (bancos, cartões de crédito, financeiras etc.), 22%. As áreas de Produtos (móveis, eletrônicos, vestuário, etc.), Saúde (planos de saúde, cosméticos medicamentos, etc.), Habitação e Alimentos concentraram, respectivamente, 18%, 3%, menos de 1% e menos de 0,1% das reclamações fundamentadas.