sábado, 27 de fevereiro de 2010

Crédito Responsável

Incentivar uma sociedade ao consumo sem alertá-la sobre os riscos do desequilíbrio no orçamento gerado pela tomada excessiva de crédito é bastante perigoso. O consumidor não pode se esquecer de seu papel de contribuinte e cidadão, responsável por suas atitudes de consumo e pelas consequências, individuais ou coletivas, de todas as suas escolhas.

Aprender o significado e as diferenças entre poupar e investir e, especialmente, quais são os riscos dessas alternativas pode significar a diferença entre uma sociedade bem sucedida e uma sociedade fadada ao fracasso. O cidadão brasileiro tem se mostrado extremamente empreendedor, mas precisa aprender a calcular de forma adequada os riscos e os retornos desejados para seu esforço.

É preciso entender as consequências positivas que o ensino de finanças exerce sobre o cidadão e a sociedade, discutir assuntos como empreender, poupar, investir e consumir de forma abrangente, equilibrada e correta. Para alcançar esse objetivo, o jovem estudante é o público ideal, porque será um amplificador desses conceitos na esfera familiar.

O atual momento da economia é mais do que oportuno. Desde meados da década de 90, o Plano Real e a estabilidade da moeda permitem a reflexão sobre o futuro, a importância da previdência e dos seguros. Resta saber aproveitar a oportunidade.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

CREDMAIS agora em Manaus

Graças à parceria estabelecida com a rede de calçados PARAIBANA, em Belém, a CREDMAIS chega à capital do Amazonas através da rede SHOW DOS CALÇADOS.

São mais de 18 lojas na cidade, que em breve levarão aos seus clientes as facilidades do cartão CREDMAIS.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CREDMAIS é mais, muito mais !

Este é o novo lay-out do cartão CREDMAIS. A Mendes Comunicação desenvolveu a campanha publicitária para 2010, que já está nas rádios e tv de Belém. Confira mais detalhes sobre nosso plano de mídia aqui.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Juros e crédito podem frear consumo

Apesar de perceber que o custo de vida aumentou em 2010, devido ao pagamento de contas e do aumento de preços em janeiro, o consumidor brasileiro ainda está otimista quanto ao consumo no primeiro semestre do ano. Mas a manutenção desta expectativa até dezembro vai depender da política monetária adotada pelo Banco Central para a taxa básica de juros, a Selic, e os reflexos na concessão de crédito, que, com inflação alta juros altos, pode ter a oferta diminuída.

Esta é uma das principais conclusões das Pesquisas Nacionais de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio. “Há uma perspectiva boa, mas não de um aquecimento excessivo do consumo. A questão do crédito é importante: o prazo de concessão só será alongado quando houver a percepção de que não haverá alta de juros”, explicou Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da CNC e ex-diretor do Banco Central.

Em fevereiro, o percentual de famílias que se consideram muito endividadas ficou em 13,4%, ante 13,7% em janeiro, e o das que se consideram pouco endividadas aumentou para 26,2%, ante 25,8%.

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso é significativamente menor para quem possui renda familiar mensal maior que 10 salários mínimos (13,2%) do que para os grupos familiares com renda inferior a 10 salários (27,6%).

O tempo médio de atraso de quem possui contas ou dívidas pendentes é de 58,8 dias – resultado um pouco menor que os 60 dias verificados em janeiro, e, para 40% das famílias nesta situação, o tempo de atraso nos pagamentos é superior a 90 dias.

O cenário favorável para crédito e renda beneficia o aumento do endividamento nos próximos meses, especialmente para o segundo semestre de 2010. Caso as expectativas de elevação na taxa Selic se confirmem, as condições serão menos favoráveis para o mercado de crédito, com reflexos inclusive no alongamento de prazos. Os prazos maiores para pagamento têm sido um dos principais fatores para a sustentação da trajetória do crédito, dado que a expansão do crédito ao consumidor tem se dado a taxas superiores ao crescimento da renda.

Mais da metade das famílias entrevistadas declararam-se mais seguras em relação ao consumo de curto prazo. A confirmação deste quadro é condizente com a recuperação do volume de vendas do comércio varejista, cujas taxas mensais têm acusado crescimento desde maio de 2009 e apresentado aceleração desde outubro aproximando-se do ritmo de expansão anterior à crise econômica.

Regionalmente, os consumidores do norte do país estão mais propensos ao consumo de curto prazo (+7,2% ante o nível do mês anterior). No geral, este índice ascendeu 0,5% na comparação mensal.


Fonte: Confederação Nacional do Comércio, 24.02.2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cadastro Positivo

Estudo inédito da Serasa Experian revela que o universo da telefonia celular pós-paga no País cresceria mais de 100% com a implantação do cadastro positivo, passando dos atuais 17,4% para 36,1% dos usuários. De acordo com a entidade, a avaliação da capacidade de crédito do consumidor no País é limitada, o que restringe o acesso à telefonia pós-paga. O cadastro possibilitaria que muitos clientes pré-pagos migrassem, obtendo melhor relação custo benefício.

Hoje, no Brasil, menos de 20% da base de clientes são pós-pagos. No mundo, a média é de 40%. O minuto na telefonia pré-paga é mais caro que na pós-paga. Boa parte dos consumidores recorre ao pré-pago porque não obteve crédito nas companhias, que não têm informações suficientes para avaliar, com precisão, a capacidade de endividamento e pagamento desses consumidores. Para a Serasa, cadastro positivo muda este cenário.

São 143,6 milhões de clientes que usam celular pré-pago, ante apenas 30,3 milhões com aparelhos pós-pagos. Com o cadastro positivo, o número de pós-pagos subiria para 62,548 milhões de usuários.

O Norte, de acordo com o estudo, que tem 1 milhão de usuários pós-pago, quadruplicaria os clientes do segmento, para 4,288 milhões. Já o Nordeste sairia de 4,169 milhões para 13,534 milhões de consumidores.

O estudo mostra o celular como ferramenta para trabalhadores informais, como pedreiros, domésticas, encanadores e microempreendedores. O cadastro positivo no mercado de telefonia também teria impacto na economia. Segundo a Serasa, dados do Banco Mundial apontam que a cada 10 pontos de aumento ao acesso à banda larga em um país, há um acréscimo de 1,3% no PIB, por conta dos impactos sociais e econômicos da tecnologia.

Fonte: Diarionet, 23.2.2010