Incentivar uma sociedade ao consumo sem alertá-la sobre os riscos do desequilíbrio no orçamento gerado pela tomada excessiva de crédito é bastante perigoso. O consumidor não pode se esquecer de seu papel de contribuinte e cidadão, responsável por suas atitudes de consumo e pelas consequências, individuais ou coletivas, de todas as suas escolhas.
Aprender o significado e as diferenças entre poupar e investir e, especialmente, quais são os riscos dessas alternativas pode significar a diferença entre uma sociedade bem sucedida e uma sociedade fadada ao fracasso. O cidadão brasileiro tem se mostrado extremamente empreendedor, mas precisa aprender a calcular de forma adequada os riscos e os retornos desejados para seu esforço.
É preciso entender as consequências positivas que o ensino de finanças exerce sobre o cidadão e a sociedade, discutir assuntos como empreender, poupar, investir e consumir de forma abrangente, equilibrada e correta. Para alcançar esse objetivo, o jovem estudante é o público ideal, porque será um amplificador desses conceitos na esfera familiar.
O atual momento da economia é mais do que oportuno. Desde meados da década de 90, o Plano Real e a estabilidade da moeda permitem a reflexão sobre o futuro, a importância da previdência e dos seguros. Resta saber aproveitar a oportunidade.
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