Os cartões de crédito e débito, cujo mercado passa por reformulação devido ao fim da exclusividade das bandeiras Visa e Mastercard, viraram um dos negócios mais lucrativos e de maior expansão dos bancos.
No ano de crédito fraco, os principais bancos brasileiros conseguiram faturar alto com cartões, o meio de pagamento que cresce 20% ao ano e absorve as transações feitas antes por cheques e dinheiro.
Só com serviços envolvendo cartões, como anuidades e percentual das transações, os quatro maiores bancos brasileiros -Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander- faturaram R$ 12,8 bilhões em 2009, volume 43,8% maior do que no ano anterior.
A participação dos cartões no total da receita de serviços desses bancos também saltou de 21,9% para 31% em um ano.
Os cartões envolvem uma gama diversificada de fontes de receita para os bancos: tarifas de anuidade, comissão das transações, processamento de dados, operações de crédito rotativo e adiantamento ao lojista de compras parceladas.
Para os bancos, o aumento das receitas com cartões decorre de duas forças: crescimento da base de clientes e aumento das transações via cartões.
No Brasil, os cartões são hoje o meio de pagamento de 25% das transações de consumo. Até 2019, a expectativa é que processem 43% do consumo no Brasil. Nos EUA, 48% do consumo passa pelo cartão.
Sem dúvida o cartão de crédito e débito virou o principal instrumento da bancarização brasileira, que ganhou um apelo adicional durante a crise por minimizar os riscos de inadimplência. É o produto que tem o maior apelo para quem está entrando no sistema, agregando serviços e prestígio, mostrando que a pessoa tem crédito na praça.
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